ASPECTOS: Economia e potencialidades da Região da Campanha

ASPECTOS: Economia e potencialidades da Região da Campanha

Uma das maiores dificuldades enfrentadas pelo Corede Campanha é o atraso no desenvolvimento econômico em relação a outras regiões do Estado do Rio Grande do Sul. O afastamento dos grandes centros industriais do leste gaúcho, as crises econômicas (geradoras de falta de empregos e investimentos) e a escassa vontade política para a implantação de empreendimentos e projetos foram algumas das causas de haver um atraso no desenvolvimento econômico da região, dando origem a desigualdades socioeconômicas e migrações de seus cidadãos para outras regiões (ocasionadas pelas oportunidades reduzidas de empregos).

Na atualidade, notam-se esforços de algumas entidades de reverter essa situação. Isto poderá demorar anos até que comecem a ser apresentados os primeiros sinais de recuperação, uma vez que esta situação perdura há pelo menos 50 anos (não apenas no Corede Campanha mas em toda a Metade Sul Gaúcha).

O propósito deste trabalho não é fazer uma análise profunda da situação econômica do Corede, mas sim apontar suas potencialidades e situação atual, valorizando e projetando o que os sete municípios tem de melhor.

Vocação natural desde a colonização, implantada pelos europeus de forma extensiva e elemento cultural da região, a criação agropastoril se constitui na principal atividade econômica do Corede Campanha.

Pelos extensos campos, onde a topografia, clima e solo favorecem a criação de gado de alta qualidade, estão raças bovinas como Hereford, Angus e Braford, ovinos (que fazem da região um dos principais polos em ovinocultura no país), além de búfalos e equinos.

Considerada por muitos especialistas uma das melhores carnes do mundo, a carne produzida a partir de gado criado em Bagé tem elementos de alta qualidade.

As carnes ovinas produzidas na região, como em Bagé e Lavras do Sul, são considerados produtos importantes para exportação.

As cidades do Corede realizam anualmente, no período da primavera, Expofeiras Agropecuárias, que servem de vitrine para o que cada município produz. Exemplos de expofeiras são a de Caçapava do Sul, Bagé, a Farm Show de Dom Pedrito e a ExpoLavras (Lavras do Sul).

Arroz, soja e frutas, como figo, laranja e uva, são os principais produtos agrícolas da região.

A produção de oliveiras (e de azeite de oliva), em Caçapava do Sul, se destaca nos últimos anos, como um novo e promissor elemento econômico para o futuro da região.

Outra grande potencialidade é a vitivinicultura, que começa a ganhar espaço, pelas condições especiais de produção de vinhos (o chamado, pela nomenclatura da indústria de vinhos, de paralelo 30). Bagé, Candiota e Dom Pedrito apresentam vinícolas que são destaques regionais e nacionais no setor.

Não há, no Corede Campanha, uma forte vocação industrial. A economia é gerada principalmente nas necessidades básicas da população através da agropecuária, artesanato, indústria, comércio e serviços.

A mineração é uma atividade que faz parte da formação histórica e ocupação humana da região. Atualmente desativada em grande parte, pode receber grandes empreendimentos, como a mina de fosfato de Três Estradas (Lavras do Sul), o projeto de Caçapava do Sul e junto ao Rio Camaquã, na região de Bagé. Estes projetos podem gerar de empregos e o incremento na economia e, segundo as empresas mineradoras, estarão dentro das normas ambientais e com sustentabilidade. Porém, diversos setores da sociedade contestam os mesmos, dizendo que tais empreendimentos poderiam ser uma ameaça ao meio ambiente e que merecem um diálogo com a população.

Bagé é o principal centro comercial do Corede Campanha. Abriga grandes redes de lojas e supermercados que atraem compradores de toda a região.

A Agricultura Familiar e o artesanato são fortes atividades da região. Os produtos a base de frutas locais, como figo, pêssego, laranja e goiaba, são encontrados em todos os municípios. A produção de peças de vestuário de lã de ovelha também é bastante significativa em toda a região. A produção local gera emprego e renda para as famílias, gerando mais desenvolvimento.

A Usina Termelétrica de Candiota (em ampliação) e, mais recentemente, a possibilidade de instalação da energia eólica em Lavras do Sul nos próximos anos, são algumas das características do futuro do setor de energia na região.

O turismo começa aos poucos a ser desenvolvido no Corede. Bagé, Dom Pedrito, Lavras do Sul e Caçapava do Sul são os principais centros com potencialidades que vão do turismo rural e da vitivinicultura até do turismo de eventos.