Apresentação

Localizado na mesorregião do Sudoeste Rio-grandense e na microrregião da Campanha Meridional, a 320 quilômetros via rodoviária da Capital do Estado do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, o município de Lavras do Sul foi fundado em 9 de maio de 1882, emancipando-se de Caçapava do Sul.
É o único município gaúcho com origem na mineração e na extração do ouro, mineral outrora abundante na região. Segundo dados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, a população era de 7.679 habitantes. Seu território se estende por 2.600 km² e, as Coordenadas Geográficas da zona urbana são 30° 48′ 41” S, 53° 54′ 02” O. Divide-se em dois distritos: Sede (a leste) e Ibaré (a oeste).

Faz divisa com sete municípios: Vila Nova do Sul, Santa Margarida do Sul, São Sepé (ao norte), São Gabriel (a noroeste), Dom Pedrito (a oeste, sudoeste e sul), Bagé (a sudoeste) e Caçapava do Sul (a leste e nordeste).

Traçando um breve resumo histórico, descreve-se que Lavras do Sul originou-se de um acampamento mineiro instalado às margens do Arroio Camaquã das Lavras, surgido depois da notícia da existência do ouro na região e atraindo colonizadores de diversas regiões, a partir do final do século XVIII. A exploração aurífera deu origem a um núcleo populacional – cuja colonização começou oficialmente em 1825 –, que apresentou rápido crescimento. Originalmente, as terras de Lavras do Sul pertenciam a Rio Grande e Rio Pardo, e depois, a Caçapava do Sul, cidade da qual se emancipou no dia 9 de maio de 1882, tornando-se cidade em 1948. A origem do nome vem da exploração mineral (lavra) do ouro, acrescentando-se a expressão “do Sul”, por já existir uma cidade com o nome Lavras, no Estado de Minas Gerais.

GEOGRAFIA FÍSICA

Localizada em um dos vértices do Escudo Sul-Rio-Grandense, Lavras do Sul tem sua sede a 277 metros acima do nível do mar, mas em alguns pontos de seu território, a altitude pode chegar a 450 metros. Algumas pequenos planaltos e cadeias de morros são encontrados no Município, como o Rincão do Inferno (propriedade particular) e a Serra do Ibaré.

A metade leste do território apresenta cerros e morros, além de vegetação mais densa. Na metade oeste, predominam os campos, mais planos e ondulados.

O Arroio Camaquã das Lavras, um dos formadores do Rio Camaquã, corta a Sede Municipal. Lavras do Sul é dividida por duas bacias hidrográficas: a Bacia do Camaquã e a Bacia do Rio Santa Maria. Juntando com o sistema hidrográfico do Guaíba, forma-se a tríplice divisão de águas, na localidade da Meia Lua, divisa de Lavras do Sul com São Gabriel (o chamado Marco Gaúcho das Águas), único local do Estado em que as três bacias se encontram. Grande parte dos rios e cursos d’água lavrenses apresentam depósitos de sedimentos, formando várias ilhotas de areia.

O clima de Lavras do Sul é subtropical úmido, apresentando as quatro estações bem definidas, com verões e invernos rigorosos. A temperatura média anual é de 18°C. As precipitações chegam a mais de 1.500 mm anuais, mas há também a ocorrência de períodos de estiagem, dando origem a variações nos índices pluviométricos.

Sobre a Geologia, Leite (2005) relata que: “o solo de Lavras é provido em abundância, composto de formação granítica e elementos ásperos, que lhe dão aspecto de rocha dura, multicolor, evidenciando o branco semelhante ao mármore”. Pode-se encontrar uma grande variedade de rochas das três tipologias básicas. A região de Lavras do Sul e arredores é uma das mais importantes do ponto de vista geológico no Brasil, pois diversas ocorrências são observadas e estudadas por pesquisadores de város países. Há, no município, rochas oriundas do início da formação do Planeta Terra (período pré-cambriano).

A mineração (que foi o elemento formador e propulsor do município) atualmente encontra-se em prospecção para a descoberta de novas jazidas a serem exploradas, como as de fosfato e ouro. Há em Lavras do Sul um debate sobre o funcionamento ou não destas minas: os favoráveis aos projetos de mineração acreditam no desenvolvimento econômico do município; já os contrários à mineração são receosos com relação aos impactos ambientais que poderiam ser gerados por estes empreendimentos.

GEOGRAFIA URBANA

A zona urbana de Lavras do Sul (também chamada de Sede) originou-se através do tecido urbano linear, e no início, suas ruas concentravam na parte mais alta. A partir dos anos 1960, novos bairros surgiram, gerando a expansão urbana. Atualmente são onze bairros, incluindo o Centro.

No passado se dizia que não poderia se piscar os olhos pois a visualização da cidade “acabava”. Esta anedota está ultrapassada na atualidade, em razão da expansão da cidade.

Pela extensão da zona urbana, tanto para quem visita a cidade quanto para quem a observa em fotografias, é possível notar que Lavras do Sul tem uma considerável área urbana (estima-se em 15 km² o perímetro urbano e suburbano), resultante de uma população e urbanização maiores entre 1930 e 1970 – em 1950, Lavras do Sul chegou a ter 13.500 habitantes.

Sua topografia não é uniforme, apresentando inúmeras partes elevadas, depressões e pequenos vales. Há muitas ladeiras (ou lombas), algumas destas bastante íngremes.

Lavras do Sul tem cerca de 1.000 quilômetros de vias municipais e aproximadamente 150 ruas.

O Segundo Distrito (Ibaré) tem cerca de 800 habitantes e está situado a 48 quilômetros do centro de Lavras do Sul. A urbanização começou com uma antiga estação férrea. Apresenta uma indústria de mármores instalada, assim como a estrutura urbana básica, como subprefeitura, correio, escola, casas históricas e Centro Comunitário. Apresenta uma via de acesso principal e outras entradas anexas. O trajeto para esta localidade é realizado apenas em estradas não pavimentadas, assim como o acesso da Sede para Bagé (81 quilômetros). Há uma luta de muitos anos por parte das comunidades da região para o asfaltamento das mesmas.

Brasão do Município (imagem de Internet)

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