Geografia

Cerro, a cerca de 10 quilômetros do centro de Lavras do Sul

Informações geográficas do Município

Coordenadas geográficas aproximadas:

* Sede do Município: 30°48'46 "S; 53°53'42" O
* Extremo leste: 30°50’35”S; 53°42’01” O
* Extremo oeste: 30°43’58”S; 54°43’10”O
* Extremo norte: 30°26’53”S; 54°03’49”O
* Extremo sul: 30°56’40”S; 54°03’49”O
* Distrito do Ibaré: 30°45’58”S; 54°14’57”O

Coordenadas UTM aproximadas

* Sede do Município: 22J222259.73m E; 6589229.05m S
* Extremo leste: 22J244675.51m E; 6586514.63m S
* Extremo oeste: 21J718890.34m E; 6600681.60m S
* Extremo norte: 22J220586.22m E; 6614034.44m S
* Extremo sul: 22J216010.53m E; 6569348.92m S
* Distrito do Ibaré: 21J763127.21m E; 6590387.51m S

Hora Local:
* Em relação a Brasília: a mesma, tanto no horário normal, quanto no Horário de Verão.
* Em relação a Greenwich (Reino Unido): - 3 horas (Esse local, bairro localizado na capital do Reino Unido, Londres, é um parâmetro utilizado para a medição e localização da hora de qualquer cidade, país ou região do mundo).

Altitudes máximas do município: 450 metros, nas serras que fazem divisa com São Gabriel e na porção norte.

Geografia

Localizado na Microrregião da Campanha Meridional, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Município de Lavras do Sul, emancipado de Caçapava do Sul no dia 09 de maio de 1882 (ou seja, em 2017, completa 135 anos de existência), é o maior do Rio Grande do Sul com pequeno porte e em área (7.899 habitantes em 2015, distribuídos em uma área de 2.601 km²). Está localizado entre Caçapava do Sul (ao norte) e Bagé (ao sul), além de fazer divisa com Dom Pedrito, São Gabriel, Santa Margarida do Sul, Vila Nova do Sul e São Sepé, formando cerca de 400 km de perímetro municipal. No município, mais precisamente na divisa com Dom Pedrito, estão as nascentes formadoras do Rio Camaquã. Possui uma grande riqueza hidrográfica, geológica e mineral, com seus acidentes geográficos sendo objetos de estudos de pesquisadores de vários países.

As paisagens, típicas do Pampa Gaúcho, são peculiares, onde encontramos tabuleiros extensos, morros arrendondados, coxilhas e, nas regiões mais distantes da sede municipal, banhados e planícies. Há a ocorrência de pequenas serras, como a da Mantiqueira e a do Ibaré, resultantes dos dobramentos antigos e da formação do planalto Sul-Rio-grandense.

A vegetação é diversa e variada. Há espécies nativas e de outras regiões espalhadas pelo território lavrense. A fauna é ampla: pelo menos 180 espécies de aves já foram registradas no município, podendo haver bem mais. Além disso, grupos de animais como mamíferos, anfíbios, répteis e insetos apresentam abundância de registros.

A hidrografia lavrense tem como símbolo o fato de o Município (região da Meia Lua, divisa com São Gabriel) ser o divisor de águas de três Bacias Hidrográficas do Rio Grande do Sul: Guaíba, Atlântico Sul e Santa Maria / Uruguai). O Marco Gaúcho das Águas foi construído em 2004 pelo Governo Estadual para simbolizar a união das águas gaúchas.

O clima de Lavras do Sul apresenta temperatura média de 12°C no inverno e 24°C no verão (a média anual é de 18°C). Cerca de 1.200 a 1.500 mm de chuva são registrados em média todos os anos, segundo o sr. Luiz Fernando Saraiva de Souza, monitor oficial da pluviosidade no município. Podem ocorrer cerca de 15 a 30 geadas durante os meses mais frios. Não há estações meteorológicas oficiais em Lavras do Sul, mas a Rádio Pepita FM informa constantemente os dados de temperatura durante sua programação. O relógio do Banco Sicredi, na Praça das Bandeiras, é outra fonte de informações sobre as temperaturas em tempo real.

Lavras do Sul apresenta um grande potencial turístico. Além dos turistas que possuem familiares na cidade, há uma grande movimentação de pessoas de cidades vizinhas e também de outros locais do Estado e do País, sobretudo nos meses de verão, com o objetivo de acampar no Balneário do Paredão ou de passar o Carnaval e as férias de verão na cidade.

Hidrografia

Os principais rios do Município são o arroio Camaquã das Lavras (que banha a sede municipal, e que juntamente com os arroios do Jaques e do Hilário, forma o rio Camaquã); arroio Ivaró; arroio Taquarembó e arroio Santo Antônio, que desembocam no Rio Santa Maria, que banha uma pequena porção no extremo oeste do município, na divisa com Dom Pedrito.

Podemos classificar o município em duas regiões hidrográficas distintas:

* Bacia Oriental: formada pelo rio Camaquã Grande e os arroios Camaquã das Lavras, Nazária, Imbicuí, do Tigre, Natálio, da Mantiqueira, Camaquã dos Macedos, Divisa, do Meio, do Jacques, do Hilário e Maricá, entre outros;
* Bacia Ocidental: formada pelo rio Santa Maria e pelos arroios Taquarembó, Jaguari, do Salso, Ivaró e Santo Antônio, entre outros.
O Rio Camaquã possui suas nascentes em Lavras do Sul e municípios vizinhos, fazendo com que a porção oriental do município pertença à bacia hidrográfica do mesmo. Possui cerca de 430 km de extensão, passando por municípios como Santana da Boa Vista, Encruzilhada do Sul e Amaral Ferrador, e desembocando na Laguna dos Patos, na divisa de Camaquã com São Lourenço do Sul.

A Bacia do Rio Camaquã possui uma superfície de 21.517,58 km², correspondendo a 7,6% do Estado, abrangendo 26 municípios e cerca de 255 mil habitantes.

O transporte de sedimentos forma diversos bancos de areia e praias fluviais. No Balneário do Paredão, por exemplo, há uma concentração de areia e plantas, já considerada como ilha. A Praia do Salsinho, propriedade particular localizada próxima ao Paredão, apresenta uma grande concentração de minerais (quartzitos e granitos), além de uma extensa e espessa faixa de areia.

Tanto a Sede como o Ibaré são banhados por arroios de características idênticas. A mata ciliar cobre as margens dos principais arroios, estando ao lado de grandes depósitos de sedimentos.

Os arroios Camaquã Chico (montantes dos afluentes formadores entre Dom Pedrito e Bagé), do Jaques, do Hilário e Camaquã das Lavras juntam-se para dar origem ao rio, na divisa de Lavras com Caçapava e Bagé.

Relação de Toponímias do Município

Relação dos principais acidentes geográficos do interior do município:

* Rios e arroios: Santa Maria; Ivaró; Santo Antônio; Espinilho; Mantiqueira; Ibaré; Cambi; Imbicuí; Jaguary; Maricá; Salsal; Salso; Mata-olho; do Tabuleiro; Taquarembó; Taquarembozinho; Três Passos; das Canas; Camaquã-Chico (2); Maricá (3); América; dos Macedos; do Jacques; do Hilário; da Nazária; Pelado; de São Domingos; Grande; Camaquã das Lavras.

* Banhados: dos Correa; do Salso.

* Cerros (morros): Formoso; do Padre; do Tigre; do Posto; Partido; Branco; Pelado; do Diabo; da Mantiqueira; Rico; do Rodeio; do Sacristão; da Telha

* Formações Rochosas: Toca do Eusébio; Toca do Corvo; Rincão do Inferno (6); Quinca Silva.

* Serras: do Acampamento; do Jaguari; do Ibaré; do Tabuleiro; do Batovi; Acampamento Velho (ou Baberaquá).

* Passos(5): da Areia; da Cria; da Nicota; da Tuna; da Várzea; das Pedras; de Dona Flora; do Barracão; do Boa Ventura; do Camaquã; do Hilário; do Guterres; do Jaguari; do Jaguarizinho; do Lagoão; do Laurentino; do Marmeleiro; do Salso; do Tira-ceroulas; do Trindade; Ignácio Bibiano; dos Carros; dos Enforcados; dos Moirões; Palha.

* Coxilhas: Seca; do Jacques; do Tabuleiro; de São Sebastião; do Marica; do Astrogildo; do João Caminha; da Talavera; do Fogo; do Barro Vermelho.

* Lagoas: Formosa; Grande; da Nação; dos Tordilhos; das Três Águas; das Pedras; da Capivara; da Crina; da Meia Lua; da Velha Brita; da Pilheta; Negra; do Jaguari; do Lageado.

* Praias fluviais: do Paredão; do Salsinho (6); da Itaóca(6).

* Ilha: Banco de areia (Praia do Paredão).

* Rincões, fazendas e estâncias(7): Bonito; do Jaguary; da Cria; da Cruzinha; dos Barcelos; Encerrados; dos Índios; dos Mota; dos Rocha; dos Saraiva; dos Soares; Continente; do Cabo Ulisses; do Sobrado; Serro Formoso; Estância Velha; Quero-Quero; São Marcos; São Domingos; das Casuarinas; dos Vieiras; Morada da Sexta Felicidade.

* Sangas: da Caneleira; da Cardoza; da Matilde; do Cemitério; do Engenho(8); do Mata-Fome.

* Zonas e localidades: São Vicente; São Domingos; Petrarcas; Pontas de Camaquã; Pontas de Lageado; Quatro Estradas; Parada do Saibro; Parada João Cândido; Marmeleiro; Boa Vista; Cerrito; Ibaré (9); João Câncio; Três Vendas; Tabuleiro; Caleira; Campos dos Maya; Cancha do Barro Vermelho; Cardosa; Forquilha de Pedra; Invernada dos Sete Pedaços; Curva do Umbu; Estrada do Espinilho; Ladislau Netto (10); Marco Branco; Marco de Ferro; Meia-lua; Timbaúva; Três Estradas; Tunas; Valos; Várzea Grande; Victor Budó; Vila dos Corvos; Vista Alegre; Volta Grande; Serrito de Ouro; Subida do Acampamento; Três Passos (11); Fundo (12).

NOTAS:

(1) Atualmente é denominado Pirajacá. Em alguns documentos antigos vamos encontrá-lo com denominação de JAGUARIMIRIM, devendo ser esta a mais condizente. (TEIXEIRA, 1992, vol. 2, p. 72).

(2) Também conhecido como Camaquãzinho (...) (idem).

(3) Este e os arroios seguintes também podem ser denominados pelo prefixo Camaquã.

(4) Denominação vulgar do arroio Camaquã-Chico.

(5) Lugares de altitudes mais baixas do que as dos terrenos que o circundam, por onde se pode atravessar um rio, arroio, valo, cerca etc. Adapatado de: UOL Busca (http://dic.busca.uol.com.br/result.html?t=10&ref=homeuol&ad=on&q=passo&group=0&x=9&y=9), acesso em 16/10/2008.

(6) Propriedades particulares.

(7) A maioria das toponímias citadas nesta lista são propriedades particulares. Esta relação de locais tem caráter exclusivamente demonstrativo, face às inúmeras fazendas e propriedades existentes em todo o território de Lavras do Sul.

(8) Também denominada João Moreira.

(9)Também denominado Segundo Distrito.

(10)Segundo o autor Otávio F. Correa, em sua obra Dicionário Geográfico do Rio Grande do Sul, é um local com minas de ouro (adaptado de TEIXEIRA, 1992, vol. 2, p.79).

(11)Nascentes do arroio Camaquãzinho em campos da antiga estância do Brigadeiro Camilo Mércio Pereira. (TEIXEIRA, 1992). Formam uma tríplice divisa: Lavras, Bagé e Dom Pedrito.

(12)Região extrema do Município, divisa com Dom Pedrito. Anteriormente sem comunicação com aquela cidade, constituía-se num fundo esquecido e sem trânsito nas estradas (TEIXEIRA, 1992). É conhecida também como Tatsch (família estabelecida na região, que realiza uma grande produção de arroz).

© 2018 - Murilo de Carvalho Góes