Geologia

Segundo João Francisco Leite, em seu livro Lavras do Sul, O Relevo de Tua História, publicado em 2005, "o solo de Lavras é provido em abundância, composto de formação granítica e elementos ásperos, que lhe dão aspecto de rocha dura, multicolor, evidenciando o branco semelhante ao mármore".

Há no município a ocorrência de uma grande variedade de rochas, tanto ígneas (ou magmáticas; de origem vulcânica ou do interior da terra), quanto sedimentares (de origem de processos de decomposição de outras rochas) ou metamórficas (de origem em processos de transformação de rochas), dando-lhe a condição de uma região rica em recursos minerais. Podem ser encontradas rochas, como granitos gigantes, mármores, quartzos, basaltos, arenitos, entre outras.

A região de Lavras está situada numa das fronteiras do Escudo Sul-Rio-grandense, na porção sudeste do RS, cujas rochas são de origem pré-cambriana, ou seja, do início da formação geológica da Terra. Muitos pesquisadores e geólogos brasileiros e estrangeiros vêm a Lavras para conferir de perto as riquezas minerais, além de realizar estudos, trabalhos de campo e análise da geologia de Lavras, que se diferencia da do resto do Estado por sua diversidade e riqueza mineral.

Embora se afirme que o ouro de Lavras se esgotou, alguns estudos e pesquisas constataram que no interior do município e abaixo do solo existem jazidas com ótimo potencial para exploração.

Lavras do Sul e Caçapava do Sul são as cidades mais importantes da Bacia do Neo-proterozóico, que compreende várias localidades do centro-sul do Estado. Nesta área, há a ocorrência de depósitos de minerais oriundos de formações vulcânicas e sedimentares da formação inicial da Terra, como cobre, ouro, zinco, prata e chumbo, sendo uma das regiões de maior concentração de minerais do Estado. Embora grandes quantidades de minérios já tenham sido extraídas ou esgotadas das minas dessa região, há, no subsolo, indícios, muitas vezes concretos, de novas jazidas minerais nos municípios e povoados integrantes dessa área.

A respeito das formações rochosas encontradas, não só em Lavras do Sul, como também no entorno do Município, podemos citar os exemplos do Granito Jaguari (formado há 507 milhões de anos de atrás) e o núcleo do Complexo Granítico de Lavras do Sul (de origem de 640 milhões de anos).

A importância geológica do município é muito grande, fazendo com que museus de mineralogia de outros estados apresentem exemplares de rochas coletadas na Lavras gaúcha, como em Ouro Preto, Minas Gerais (estado que apresenta o maior número e variedade de recursos minerais do Brasil). Além disso, os recursos minerais lavrenses atraem pesquisadores de diversos países, entre os quais Canadá, Reino Unido e Finlândia, para a realização de trabalhos acadêmicos, descobertas e pesquisas sobre a formação, desenvolvimento e características das rochas da região.

Geomorfologia e Mineração

Terreno com fragmentos de rochas de grande porte (matacões), na zona urbana. A geologia lavrense é riquíssima e peculiar, apresentando os mais diversos tipos de minerais.

Nas terras do Escudo Uruguaio-sul-rio-grandense, entre coxilhas, cerros e restos aplainados de maciços cristalinos (AB SABER, 2003, P. 113) existe uma grande diversificação de ecossistemas: matinhas subtropicais, faixas de campos rupestres, bosques de espinilho e transições para pradarias mistas e florestas-galeria. Ocorrem, ainda, estepes rupestres sobre alongadas faixas de quartzitos (...).(1)

A região geomorfológica na qual Lavras se insere (ou seja, o Planalto sul-rio-grandense, ou Escudo Sul-rio-grandense) apresenta uma litologia composta por rochas como gnaisses, anfibolitos, migmatitos, dolomitos, mármores, granitos filitos e quartzitos, e pelos solos, denominados neossolos litólicos, neossolos câmbicos, argissolos vermelhos e afloramentos rochosos. O Escudo Sul-Rio-Grandense é formado por terrenos antigos chamados de précambrianos (compreende a parte mais antiga e de maior duração da Terra, que corresponde a cerca de noventa milhões de anos; sua formação é de solos cristalinos, rochas pré-aquáticas). (FREITAS, 1980).

Uma considerável parte do município (porção centro-oriental) apresenta elevações acima de 300 metros, podendo chegar a 440 metros em algumas pequenas serras, como a Serra da Mantiqueira (onde se localiza o Cerro da Mantiqueira, com 399 metros de altitude), a Serra do Batovi, a Coxilha do Tabuleiro e o Rincão do Inferno. A cidade está situada entre três pequenas serras: Santa Tecla (ao norte de Bagé), Batovi (ao sul de São Gabriel) e de Caçapava (a leste).

Segundo João Francisco Leite, em seu livro Lavras do Sul, O Relevo de Tua História, publicado em 2005, "o solo de Lavras é provido em abundância, composto de formação granítica e elementos ásperos, que lhe dão aspecto de rocha dura, multicolor, evidenciando o branco semelhante ao mármore".

Há no município a ocorrência de uma grande variedade de rochas, tanto ígneas (ou magmáticas; de origem vulcânica ou do interior da terra), quanto sedimentares (de origem de processos de decomposição de outras rochas) ou metamórficas (de origem em processos de transformação de rochas), dando-lhe a condição de uma região rica em recursos minerais. Podem ser encontradas rochas, como granitos gigantes, mármores, quartzos, basaltos, arenitos, entre outras.

A região de Lavras está situada numa das fronteiras do Escudo Sul-rio-grandense, na porção sudeste do RS, cujas rochas são de origem pré-cambriana, ou seja, do início da formação geológica da Terra. Muitos pesquisadores e geólogos brasileiros e estrangeiros vêm a Lavras para conferir de perto as riquezas minerais, além de realizar estudos, trabalhos de campo e análise da geologia de Lavras, que se diferencia da do resto do Estado por sua diversidade e riqueza mineral.

Embora se afirme que o ouro de Lavras se esgotou, alguns estudos e pesquisas constataram que no interior do município e abaixo do solo existem jazidas com ótimo potencial para exploração.

Lavras do Sul e Caçapava do Sul são as cidades mais importantes da Bacia do Neoproterozóico, que compreende várias localidades do centro-sul do Estado. Nesta área, há a ocorrência de depósitos de minerais oriundos de formações vulcânicas e sedimentares da formação inicial da Terra, como cobre, ouro, zinco, prata e chumbo, sendo uma das regiões de maior concentração de minerais do Estado. Embora grandes quantidades de minérios já tenham sido extraídas ou esgotadas das minas dessa região, há, no subsolo, indícios, muitas vezes concretos, de novas jazidas minerais nos municípios e povoados integrantes dessa área.

A respeito das formações rochosas encontradas, não só em Lavras do Sul, como também no entorno do Município, podemos citar os exemplos do Granito Jaguari (formado há 507 milhões de anos de atrás) e o núcleo do Complexo Granítico de Lavras do Sul (de origem de 640 milhões de anos).

A importância geológica do município é muito grande, fazendo com que museus de mineralogia de outros estados apresentem exemplares de rochas coletadas na Lavras gaúcha, como em Ouro Preto, Minas Gerais (estado que apresenta o maior número e variedade de recursos minerais do Brasil)(2). Além disso, os recursos minerais lavrenses atraem pesquisadores de diversos países, entre os quais Canadá, Reino Unido e Finlândia, para a realização de trabalhos acadêmicos, descobertas e pesquisas sobre a formação, desenvolvimento e características das rochas da região.

Distrito Aurífero de Lavras do Sul O Distrito Aurífero de Lavras do Sul (RS) tem atraído a atenção de pesquisadores e mineradores desde o início do século XX, principalmente pelas suas ocorrências minerais (Au e Cu)(3).(4)

Há diversas associações de tipos geológicos, que vão das rochas vulcânicas até as sedimentares. Apresenta, dentre as diversas formações, a Formação Maricá, sequência de sedimentos formadas por estruturas areníticas.

NOTAS

(1) AB SABER, Aziz. Os Domínios de Natureza no Brasil – Potencialidades Paisagísticas. Cotia: Ateliê Editorial, 2003, p. 113.

(2) Há uma cidade no sul de Minas Gerais com o nome de Lavras (que também situa-se em zona de mineração); neste caso, o autor optou por se referir a Lavras do Sul como a Lavras gaúcha.

(3) Símbolos químicos do ouro e cobre, respectivamente.

(4) CARRARO, C.C.; MEXIAS, A.S; ROLIM, S. B. A. Avaliação de produtos de sensoriamento remoto (LANDSAT-5, RADARSAT S3 E GEMS) e geofísica (aeromagnetometria) no estudo do condicionamento tectônico e estrutural das mineralizações do distrito aurífero de Lavras do Sul. Porto Alegre: UFRGS, s.d.

Read moreRead more CommentsComments (8)

© 2018 - Murilo de Carvalho Góes