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Apatur - Associação Pampa Gaúcho de Turismo

Com a percepção de que o “Querer Coletivo” é mais importante do que o “Ideal Individual” a Associação Bajeense de Turismo, criada em 04 de julho de 2002, visando à sinergia regional no pampa fez surgir em 27 de janeiro de 2010 (com a presença de representantes de 11 municípios das regiões da Campanha e Fronteira Oeste, na prefeitura de Bagé) , foi apresentada e aprovada a criação da Associação do Pampa Gaúcho de Turismo (Apatur).

A entidade substituiu a Associação Bageense de Turismo (Abatur) e reúne, agora, as cidades de Aceguá, Alegrete, Bagé, Caçapava do Sul, Candiota, Dom Pedrito, Lavras do Sul, Rosário do Sul, São Gabriel, Santana do Livramento e Uruguaiana.

A ASSOCIAÇÃO PAMPA GAÚCHO DE TURISMO – APATUR, sociedade civil sem fins lucrativos, sediada em Bagé/RS, com caráter representativo, reivindicatório, educativo e beneficente. Sua visão é tornar-se um espaço de CONVERGÊNCIA REGIONAL das políticas, programas e projetos vinculados ao turismo, esporte e lazer, e sua missão é contribuir para o desenvolvimento turístico sustentável da Região Turística do Pampa Gaúcho por meio da proposição e monitoramento de políticas e articulação dos setores governamental, mercado e sociedade civil organizada e especialmente seus associados.

FONTE: APATUR

Geografia

Relevo e altitudes. Apresentando altitudes que variam entre 90 e 450 metros, a Campanha Meridional apresenta paisagens que variam entre as colinas suaves, campos planos e limpos e pequenas serras. As sedes municipais de Aceguá, Bagé, Caçapava do Sul e Lavras do Sul alcançam estão acima de 200 metros do nível do mar.

Clima. Os verões e invernos são bastante rigorosos. As chuvas são regularmente distribuídas no setor norte da região. Em Bagé e arredores, porém, há maior ocorrência de períodos de estiagem, ocasionando constantes racionamentos de água.

Vegetação. Varia entre campos com pequenas porções de mata a campos planos compostos de gramíneas e lavouras de arroz, em trechos de Dom Pedrito, Cachoeira do Sul, Caçapava do Sul, Livramento, Rosário do Sul e Bagé.

Hidrografia. Os principais rios são o Santa Maria, o Camaquã e a nascente do Rio Negro, em Bagé, cujo curso corta o território uruguaio.

Superfície. Dom Pedrito é o município mais extenso da Campanha Meridional, com cerca de 5.193 km². Depois, em ordem decrescente de área, estão Bagé, Lavras do Sul, Aceguá e Hulha Negra.

População. Espanhóis, portugueses, uruguaios, argentinos, negros e europeus de diversas nacionalidades são as principais etnias formadoras da população da Campanha Meridional. É uma região típicamente agropecuária, com origem na criação extensiva do gado e influenciada pela proximidade com os países platinos. Bagé é o município mais populoso da região.

Economia. As principais atividades econômicas da Microrregião são a pecuária (gado de corte), a produção de couro, a produção de cereais e arroz, a vitinicultura (produção de vinhos), a fruticultura e o turismo rural.

Latitude média. 31° S.

Pluviosidade média anual. 1.370 mm.

Solos. Arenosos, com boa drenagem e acidez reduzida.

Altitudes médias. 100 a 300 metros acima do nível do mar.

Fronteira. A região da Campanha Gaúcha se estende ao longo da fronteira com o Uruguai, tendo como principais municípios fronteiriços: Bagé, Dom Pedrito e Santana do Livramento.

Vitivinicultura. A Campanha Gaúcha fica quase na fronteira com o Uruguai, bem próxima do início da faixa tradicionalmente considerada ideal para a vitivinicultura, entre os paralelos 30º e 50º. As condições climáticas são melhores que as da Serra Gaúcha e tem-se avançado na produção de uvas européias e vinhos de qualidade. Com o bom clima local, o investimento em tecnologia e a vontade das empresas, a região hoje já produz vinhos de grande qualidade que vêm surpreendendo a vinicultura brasileira. [1]

Densidade demográfica média (2008). 11,7 hab/km²

Taxa de analfabetismo (2000). 8,92%

Expectativa de Vida ao Nascer (2000). 70,86 anos

Coeficiente de Mortalidade Infantil (2007). 16,14 por mil nascidos vivos

PIB (2007). R$ 2.325.677.000,00

Exportações Totais (2008). U$ FOB 130.112.085,00

Cultura
Em 1768, após a Guerra Guaranítica, com a saída dos jesuítas do atual RS, as "vacarias", grandes áreas de campo para a criação de gado bovino, ficaram livres, com o gado se espalhando pelos campos.

O gado, que se tornou selvagem, se reproduziu e encontrou excelentes condições de relevo, clima e vegetação, foi capturado por paulistas e lagunenses. Atraídos pelo gado xucro, abriram caminhos pelos campos para caçá-los e vendê-los em outras regiões do Brasil. O gado selvagem era levado e servia de alimento para as regiões de mineração aurífera em Minas Gerais.

Com esse fornecimento de gado para a zona mineradora do Sudeste, o RS adquiriu grande importância econômica no País.

Surgiram os tropeiros, chefes de bandos que capturavam o gado selvagem.

Os pastos abundantes aos quais o gado necessitava, deram origem às estâncias, locais onde os animais eram reunidos, criados e alimentados. Os fazendeiros, outrora tropeiros, então surgiram.

Os peões eram os que mais trabalhavam nas estâncias, realizando a lida do gado.

O povoamento, formação e crescimento do Estado, se deu através de uma grande ajuda do desenvolvimento das estâncias.

Hábitos e costumes do Pampa

Ligado à vida no campo, alguns dos principais hábitos culturais do gaúcho e, claro, do Pampa, são os seguintes:

* Uso do laço (corda de couro trançado), para laçar e segurar um boi ou um cavalo;

* Lida (condução) do gado, trabalho realizado pelo peões não importando a condição meteorológica;

* O cavalo, companheiro de todas as horas, chamado de "pingo"; o cavalo crioulo também tem sua fundamental importância;

* Boleadeiras, instrumento formado por três pedras redondas cobertas com couro e ligadas entre si por cordas trançadas (KOTECK, 2004). Servem para o gaúcho prender o animal;

* Churrasco, mal ou bem passado, assado sobre brasas, com ou sem espeto; no Pampa se assa, ao ar livre ou em churrasqueiras cobertas, diversos tipos de carne de gado e ovelha. É uma importante refeição em estâncias e lidas do gado;

* Chimarrão (ou mate), bebida que consiste numa erva (a erva-mate), preparado numa cuia, com água quente e servido num tubo metálico chamado "bomba". É um dos melhores sinais de hospitalidade e cordialidade gaúcha, já que é sempre servido a um visitante;

* Fogo de chão no galpão ou na parte externa das estâncias, para preprar o mate, o churrasco e também aquecer o ambiente no período do inverno e servir como ponto de encontro entre tropeiros e peões.

* Rodeios: a prática dos rodeios mobilizava as comunidades, sendo um dia de festa. O gado era vacinado, examinado, castrado, era reunido e contado, era tratado com sal.

As prendas usavam os melhores vestidos para assistir e torcer pelos peões aos quais simpatizavam. Os peões participavam de competições de carreiras em cancha reta e também faziam demonstrações de habilidade, através de montaria em novilhos xucros. Domadores de potros tinha grande coragem e eram ágeis, sendo aplaudidos pelas prendas e pela plateia.

A base da hospitalidade gaúcha surgiu através dos rodeios.

Os rodeios atuais são promovidos pelos CTG's e por entidades rurais e tradicionalistas, com o objetivo de cultivar as antigas práticas através de disputas e repetição do trabalho executado diariamente no campo, dando origem às provas de campo (tiros de laço, domas, gineteada e provas de rédeas, entre outras).

São realizados rodeios ao longo do ano, em todas as cidades da região.

NOTAS

[1] Site do Vinho Brasileiro, acessado em 04/07/2010.