POPULAÇÃO
e urbanização


ÍNDICE


Evolução Populacional

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Dados Populacionais

Público na Feira do Livro de 2016 - FONTE: Rosa Helena
Lavras do Sul é um centro local, com influência de Santa Maria, Caçapava do Sul e Bagé.

A população residente em Lavras do Sul se divide em 50,84% de mulheres e 49,16% de homens. Na zona urbana vivem 61,96% (4.758 habitantes), e na zona rural, 38,04% (2.921 habitantes, número bastante reduzido em relação a 1991, onde residiam 4.018 habitantes na área rural).

Quase 12% da população lavrense tem 65 anos ou mais; 22,33% tem menos de 15 anos e 65,97% tem entre 15 e 64 anos.

A esperança de vida ao nascer dos habitantes lavrenses é de 77,1 anos. A taxa de fecundidade média é, em 2010, de 2,1 filhos por mulher (em 1991, era de 2,9).

Segundo o Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013, no que diz respeito à educação: No período de 2000 a 2010, a proporção de crianças de 5 a 6 anos na escola cresceu 19,46% e no período de 1991 e 2000, 49,53%. A proporção de crianças de 11 a 13 anos frequentando os anos finais do ensino fundamental cresceu 24,93% entre 2000 e 2010 e 44,93% entre 1991 e 2000.

A proporção de jovens entre 15 e 17 anos com ensino fundamental completo cresceu -12,66% no período de 2000 a 2010 e 142,32% no período de 1991 a 2000. E a proporção de jovens entre 18 e 20 anos com ensino médio completo cresceu 12,13% entre 2000 e 2010 e 153,04% entre 1991 e 2000.

Uma nova contagem da população, que foi realizada pelo IBGE em 2014 e divulgada no dia 28 de agosto do mesmo ano, mostra que Lavras do Sul tem 7.874 habitantes, sendo o 189º município mais populoso do Estado do RS, de um total de 497.

Os principais grupos étnicos formadores da população lavrense são: franceses, belgas, bascos, portugueses, ingleses, espanhóis, latino-americanos e negros. A população de Lavras representa cerca de 0,08% da população total do Rio Grande do Sul. (PNUD, 2001).

Primeiros resultados do Censo 2010 (IBGE, 29/11/2010)

* Total da população: 7.669 pessoas
* Total de homens: 3.770 pessoas
* Total de mulheres: 3.899 pessoas
* Total da população urbana: 4.748 pessoas
* Total da população rural: 2921 pessoas
* Total de domicílios particulares: 3.563
* Total de domicílios particulares ocupados: 2.600
* Total de domicílios particulares não-ocupados fechados: 41
* Total de domicílios particulares não-ocupados de uso ocasional: 641
* Total de domicílios particulares não-ocupados vagos: 281
* Total de domicílios coletivos: 7
* Total de domicílios coletivos com morador: 6
* Total de domicílios coletivos sem morador: 1

O território de Lavras do Sul tem, segundo o IBGE, 2.601,58 km². Como sua população, segundo o Censo de 2010, era de 7.679 habitantes, a densidade demográfica fica sendo de 2,95 habitantes por quilômetro quadrado.

Índice de Desenvolvimento Humano Municipal

Seu Índice de Desenvolvimento Humano Municipal, segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) é médio (faixa considerada entre 0,600 e 0,699). Em 1991, o IDMH era de 0,504; em 2000, era de 0,629; em 2010, chegou a 0,699. Estes números significam um desenvolvimento humano médio no município e que tem a possibilidade de chegar a índices mais altos no futuro, mediante ações e planejamento da sociedade. Entre 1991 e 2010, ocorreram muitas modificações no desenvolvimento humano de Lavras do Sul, como uma taxa de crescimento de 38,69% no índice e redução de 60,69% na necessidade de busca de desenvolvimento humano. A Educação, com 0,276 pontos, foi o índice que mais cresceu no período. Lavras do Sul ocupa a 1.934ª posição de entre 5.565 municípios brasileiros de acordo com o IDHM. Apenas para efeitos de comparação, São Caetano do Sul (SP) é o município brasileiro com melhor IDHM (0,862) e Melgaço (PA), o município com o IDH mais baixo (0,418).

Componentes de desenvolvimento Humano

Porcentagem de pessoas de 18 anos ou mais com fundamental completo (%)

  • 1991 - 25,08
  • 2000 - 37,18
  • 2010 - 47,43
Porcentagem de pessoas de 5 a 6 anos na escola (%)

  • 1991 - 50,84
  • 2000 - 76,02
  • 2010 - 90,81
Porcentagem de pessoas de 15 a 17 anos com fundamental completo

  • 1991 - 22,92
  • 2000 - 55,54
  • 2010 - 48,51
Porcentagem de pessoas de 18 a 20 anos com ensino médio completo

  • 1991 - 9,71
  • 2000 - 24,57
  • 2010 - 27,55
Esperança de vida ao nascer (em anos)

  • 1991 - 65,13
  • 2000 - 71,13
  • 2010 - 77,05
Renda per capita (em R$)

  • 1991 - 415,11
  • 2000 - 476,08
  • 2010 - 559,67
Estatísticas do Registro Civil - IBGE

2013
Casamentos - 18
Divórcios - 4
Nascidos vivos - registrados - lugar do registro - 49 pessoas
Nascidos vivos - registrados - por lugar de residência da mãe - 71 pessoas
Nascidos vivos - ocorridos no ano - por lugar de residência da mãe - 68 pessoas
Nascidos vivos em hospital - ocorridos no ano - por lugar de residência da mãe - 67 pessoas
Óbitos - ocorridos no ano - lugar de residência do falecido - 75 pessoas
Óbitos - ocorridos no ano - lugar do registro - 52 - pessoas
Óbitos - ocorridos no ano - menores de 1 ano - lugar de residência do falecido uma pessoa
Óbitos em hospital - ocorridos no ano - lugar do registro - 32

2014 = 32 casamentos e 10 divórcios
2015 = 29 casamentos e 12 divórcios

Colonização

A imigração açoriana teve uma difusão espacial em duas unidades morfoestruturais básicas do Rio Grande do Sul: planície costeira e escudo rio-grandense. (VIEIRA e RANGEL, 1993).

Por situar-se em uma das pontas do trapézio do Planalto Uruguaio-Sul-riograndense, Lavras originalmente teve influência açoriana. No entanto, devido à proximidade com Argentina e Uruguai, há uma grande influência do espanhol e do elemento de origem latina da região do Prata (um dos fatores determinantes para o surgimento de uma articulação própria de linguagem ou, simplesmente, um sotaque típico).

Elementos de outras etnias e nacionalidades como, por exemplo, belgas, ingleses, canadenses, negros e portugueses continentais, além dos bandeirantes paulistas, foram os responsáveis pela formação populacional e urbana de Lavras, a partir do início do século XIX. Todos esses povos foram atraídos pela presença do ouro em terras lavrenses.

Regiões de Influência Urbana

Lavras do Sul, embora não seja uma cidade considerada centro regional – e, em termos geográficos e oficiais, tampouco um centro local –, exerce sim uma considerável influência de fluxo e movimentação de pessoas na Região da Campanha. Nos meses de verão, bageenses e caçapavanos buscam a Praia do Paredão para passarem suas férias. Pessoas com 35, 40 anos ou mais, de diversas localidades gaúchas, já conheceram de perto ou pelo menos já ouviram falar em Lavras, devido ao fato de o município estar na antiga rota de passagem e circulação para a Fronteira Oeste do Estado. Entretanto, com a construção da BR-153, na década de 1970, o Município não foi contemplado no projeto da rota e da obra.

O Município de Lavras do Sul está influenciado, no tocante à demanda de produtos e serviços e à influência regional, às áreas de Bagé, Caçapava, Santa Maria, Pelotas e Porto Alegre. Originalmente e tradicionalmente, Bagé influencia Lavras, além de Dom Pedrito, Hulha Negra, e Candiota. Hoje, Caçapava também assume o papel de centro local, o qual muitos lavrenses o usufruem, sobretudo para a procura de produtos e serviços oferecidos por essa cidade.

Etnias

Lavras apresenta uma grande diversidade étnica, e muita harmonia e respeito entre todas as raças, cores e idades.

A etnia predominante no município é a branca (de origem européia ou latina), que representa mais de 4/5 (quatro quintos) da população. Porém, existe uma minoria bastante significativa de negros e pardos.

Quilombola Corredor dos Munhós Povoado localizado na região da Mantiqueira, próximo à divisa com Bagé, formado por sete casas e nove famílias descendentes de quilombos e que preservam suas tradições e costumes. Em 2009, recebeu energia elétrica. Mais informações no blog.

Zona Urbana

A cidade originou-se de forma linear. No início, apresentava ruas somente na parte mais alta da cidade. No entanto, a partir da década de 1980, ocorreu uma grande expansão urbana, resultado do fenômeno do êxodo rural. Esse fato motivou o surgimento de novos bairros e vilas.

Ao todo são nove os bairros da zona urbana: Centro, Cerrito, Cohab, Dr. Bulcão, Madezati, Olaria, Poty, Promorar e Samuel Souza.

A implantação do Balneário do Paredão foi outro fato importante para essa expansão, pois formou um núcleo populacional do lado oposto ao do arroio, dando origem a centenas de casas (Bairro Madezati, conhecido localmente também como "Uruguai").

O curioso é que, apesar de o número de habitantes sofrer uma gradual redução ao longo dos últimos 50 anos (nos anos 1950, a cidade já chegou a ter 13 000 habitantes), Lavras do Sul apresenta uma área urbana com uma extensão bastante considerável, de aproximadamente 15 km².

Na zona urbana do Município prevalece o relevo de ondulações, com vias públicas íngremes, típico da Serra do Sudeste. Há uma área urbana de altitude mais baixa, junto às margens do Camaquã das Lavras, que se estende da Represa do Paredão, passando junto ao Ginásio Municipal e acompanhando o percuso da Av. Cel. Galvão, até o Cemitério Municipal.

Principais ruas: Dr. Pires Porto, Dr. João Bulcão, Adão Teixeira da Silveira, Coronel Meza, Avenida Coronel Galvão, Avenida 9 de Maio, Rua Santo Antônio, Rua Ulíbio José Teixeira, Rua Maria Barcellos, Rua Julio de Castilhos, Rua Borges de Medeiros, Av. José Cacildo Delabary, Rua Ten. Cel. Edison Goggia e Av. Glênio Peres.

A esquina central de Lavras do Sul, entre as ruas Dr. Pires Porto (antigas Rua Grande e Rua XV de Novembro) e Rua Coronel Meza (antiga rua Redenção) apresenta dois tipos de piso: o trecho de pedra, implantando em 1965 durante a gestão do então prefeito Dante La-Rocca, e o revestimento de asfalto de cerca de 50 metros de extensão, construído no final dos anos 1990 durante a gestão de Ítalo Bayard visando o Carnaval de Lavras do Sul. Há diferenças no estilo de pedras das ruas (na Pires Porto, pedras cortadas; na Cel. Meza, pedras irregulares).

Extensão aproximada das prinicipais ruas da Sede Municipal (Fonte: Diretório de Ruas).

  • Av. Cel. Galvão = 970 metros
  • Av. José Cacildo Delabary = 2 km
  • Av. Nove de Maio = 1.456 metros e duas faixas de rodagem
  • R. Adão Teixeira da Silveira = 1.093 metros
  • R. Barão do Rio Branco = 1.226 metros
  • R. Borges de Medeiros = 826 metros
  • R. Cel. Meza = 931 metros
  • R. Dr. Pires Porto = 922 metros
  • R. Fernando Jacobsen = 252 metros
  • R. Francisco José Teixeira = 616 metros
  • R. Galvão Brito D'Armas = 425 metros
  • R. Glênio Peres = 200 metros
  • R. Hipólito de Souza = 220 metros
  • R. João Luchsinger Bulcão = 1.233 metros
  • R. João Moreira = 658 metros
  • R. Julio de Castilhos = 1.009 metros
  • R. Luiza Bulcão (Cohab) = 73 metros
  • R. Manuel de Macedo Neto = 315 metros
  • R. Marechal Floriano = 665 metros
  • R. Maria Barcelos = 470 metros
  • R. Maurício José Teixeira = 307 metros
  • R. Osvaldo Aranha = 542 metros
  • R. Samuel Sousa = 316 metros
  • R. Santo Antônio = 440 metros
  • R. Severino Silveira (Cohab) = 264 metros
  • R. Tenente Cel. Edison Goggia = 600 metros
  • R. Tiradentes = 606 metros
  • R. Ulíbio José Teixeira = 1.178 metros
  • R. Vasco José de Souza = 262 metros
  • R. Vicente Agosta = 566 metros
Zona Rural

O interior do município de Lavras possui belas paisagens e lugares de grande beleza (como o Rincão do Inferno), e hotéis-fazenda, como a Estância São Miguel Arcanjo e a Estância Santo Antônio do Estreito, onde os turistas que lá visitam conhecem um pouco mais dos costumes da vida do campo, dentro de uma estrutura de uma típica fazenda do Pampa Gaúcho.

Há grandes propriedades rurais ao longo do município, que executam atividades que vão desde a condução do gado de um local a outro (lidas), até a produção de doces típicos, como figada, marmelada e pessegada, além, é claro, da carne de ovelha e dos churrascos típicos, assados na vala.

Outra peculiaridade das estâncias é a hospitalidade de seus moradores para com os visitantes. Os costumes gaúchos são fortemente difundidos e preservados como, por exemplo, nos trajes típicos dos peões (botas, bombachas), no andar a cavalo, nas comidas típicas, no sotaque, na hora da sesta (descanso) após o almoço, no uso de fogão a lenha, no hábito de beber chimarrão, etc.

TEXTO ATUALIZADO EM: 07/02/2011

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