Rodeio Tropilha Aragana, em 2014


Tradicionalismo

O lavrense é, com certeza, um apaixonado por sua terra. Mesmo morando distante, não importando onde esteja, jamais perde o orgulho de ter nascido no Município.

A cultura gaúcha está bastante presente nos hábitos e costumes do povo de Lavras.

Até 2012, o principal centro tradicionalista de Lavras do Sul era o CTG Lanceiros do Batovi. Em 2013, teve início o CTG Querência das Lavras, que realiza jantares e atividades de dança tradicionalista infantil.

Atualmente, são mais de 20 PTG's (Piquetes Tradicionalistas) atuando no Município. Os principais são PTG Ibareense, PTG Tapera Velha, PTG Lenço Amarelo, PTG Querência Xucra e PTG Companhia do Laço.

Um típico costume lavrense é o uso do cavalo. Os peões, muitos deles jovens, podem ser vistos com suas pilchas, botas, guaiacas e trajes típicos que caracterizam estes tipos humanos, que fazem Lavras e o RS possuirem a sua identidade e sua própria cultura.

Sob forte influencia espanhola, argentina e uruguaia, Lavras do Sul adquiriu e conservou (nos seus mais de 200 anos de colonização, mesmo antes de sua emancipação política, em 1882) a típica cultura do Pampa: churrascos de gado e ovelha assados na vala; consumo de chimarrão ao longo do dia; forno a lenha para se aquecer do inverno rigoroso; a famosa sesta após o almoço; a lida (deslocamento do gado, feito pelos peões) de uma estância (grande fazenda) para outra; a típica música gaúcha; os bailes e eventos tradicionalistas; os rodeios e provas campeiras; as atividades no CTG Lanceiros do Batovi; o orgulho e a receptividade do povo gaúcho. Todas as características de uma típica cidade do interior e da Campanha do RS estão fortemente mantidas na Lavrinha.

Quem mora em cidades como Porto Alegre (que possui o Monumento do Laçador e dois dos maiores locais do tradicionalismo gaúcho, como o Clube Farrapos e o Parque Mauricio Sirotsky Sobrinho, mas boa parte de sua população fica impossibilitada de os frequentar) acaba, ao visitar Lavras, conhecendo hábitos e costumes completamente diferentes. A carne de ovelha, por exemplo, que é saborosa e diferenciada, começou a ser servida em várias churrascarias e comercializada nos supermercados da Capital há apenas alguns anos; em Lavras, porém, é um elemento indispensável em qualquer churrasco, festa, encontro ou, até mesmo, no almoço ou na janta, há muitos anos.

O nativismo - variante de estilo musical gaúcho marcada por letras que exaltam a vida no campo - é bastante difundido no RS, sobretudo nas regiões de fronteira com a Argentina e o Uruguai e em cidades, como São Francisco de Paula, nos Campos de Cima da Serra (nordeste do Estado).

Lavras do Sul, por sua essência e natureza no Tradicionalismo e na cultura gaúcha, projeta diversos compositores nativistas, todos de renome na cena tradicionalista regional, estadual e, até mesmo, nacional. As composições, que refletem temas ligados à lida do gado, ao campo, ao inverno ou até homenagens a Lavras e suas belezas naturais, são reconhecidas e reproduzidas no cenário gaúcho e brasileiro da música produzida no Interior.

Sotaque

O modo de falar de praticamente toda a população local é típico da região da Campanha e tem forte influência baseada na proximidade com as fronteiras dos países platinos (Argentina e Uruguai). A preposição "de", por exemplo, é pronunciada de forma tônica, assim como outras preposições que terminem com a vogal e ("Eu sou Lavras."; "Me alcança o mate, filho!").

Esta bela e peculiar linguagem lavrense causa admiração e simpatia por parte dos habitantes de outras regiões gaúchas e brasileiras, e também na Grande Porto Alegre.

Regionalismos

Diferentemente das gírias (que são efêmeras e pertencentes a uma dada época), os regionalismos são expressões locais que acabam enraizadas na linguagem cotidiana da população de um determinado lugar.

O lavrense utiliza diversas expressões oriundas do castelhano ou são adaptações e transformações de palavras de outros regionalismos, como Borracho (bêbado); pelego (couro de ovelha), bolita (bola de gude), pila (dinheiro), mandioca (em Porto Alegre, aipim), terneiro, bezerro (filhotes de gado), atracar (ir com muita vontade), e outras. É óbvio, também, que existem diversas gírias, entendidas apenas pelos nativos (o livro Lavras do Sul, na Bateia do Tempo, de Edilberto Teixeira, apresenta mais de 150, de diferentes épocas da história do município). Entretanto, pode-se estimar que o "dialeto lavrense" poder ter mais de 2 500 expressões.

Dança

Atividade cultural crescente nos últimos anos no Município, a dança reúne e integra os jovens na sociedade. Alguns exemplos de grupos de dança são os seguintes: Companhia de Danças de Lavras do Sul, Grupo de Arte Nativa Herdeiros de Bravos, Grupo de Arte Nativa Tempo Guri, As Pepitas de Lavras, Boombox, Vem Dançar, The Little Girls, Grupo de Dança das APAE Lavras do Sul, Os Pequenos da Alegria e Movimento Livre, além de grupos das escolas, das entidades de Assistência Social e projetos de apoio à sociedade lavrense.

Coordenada atualmente por Anderson Rodrigues, a Companhia de Danças de Lavras do Sul completa, em 2015, 20 anos, com grandes apresentações pautadas no Folclore gaúcho e argentino. Já se apresentou em países da Europa e, em setembro de 2015, no Festival de Danças Folclóricas de Criciúma/SC, além de conquistar diversas certificações e prêmios ao longo de sua história.

Outro grupo de dança bastante crescente na cidade é o Grupo de Arte Nativa Herdeiros de Bravos. Coordenado pela jovem Mariana Duarte, é composto por bailarinos entre 11 e 15 anos de idade, que realizam apresentações e coreografias pautadas na música gaúcha. O Grupo abriu a Semana Farroupilha de 2015 com uma apresentação inovadora e bastante elogiada pelos lavrenses.

O Grupo Vem Dançar insere os jovens na dança e promove a valorização dos mesmos. Foi fundado em 2005 e atualmente é comandado por Ane Rose Lopes Silva.

De um modo geral, os demais grupos citados também contribuem de forma valiosa para o desenvolvimento e o crescimento da dança em Lavras do Sul.

As Bandas Marciais das escolas lavrenses crescem a cada ano, encantando o público em suas apresentações. As bandas das escolas José Bernardo de Medeiros, Licínio Cardoso, Dr. Cláudio Teixeira Bulcão, Maria Joaquina de Menezes, I.E.E. Dr. Bulcão e Dr. Crispim Raymundo de Souza são as mais atuantes nos eventos da cidade, sobretudo no Desfile Cívico anual de 7 de Setembro, além de participarem de eventos isolados. As balizas encantam o público com suas coreografias, enquanto que os componentes instrumentistas das bandas executam músicas do passado e do presente com muita maestria, surpreendendo e retirando elogios dos lavrenses.

Realizado todos os anos, entre abril e maio, o OuroDança, que reúne apresentações de artistas e dançarinos de dentro e de fora de Lavras do Sul, é uma grande festa que promove muita energia e alto astral nas dependências do Ginásio Municipal de Esportes Fernando Pellizzer Teixeira

Futebol

Lavras do Sul, assim como todo o Brasil, é amante do esporte mais popular do mundo.

Segundo pesquisa do site Globoesporte.com, realizada em 2015, Lavras do Sul é considerado, a partir da base populacional e das redes sociais, o município com maior número proporcional de torcedores do Internacional (mais de 42% da população); no entanto, há também uma grande e considerável comunidade de torcedores do Grêmio na cidade, que cresceu nos últimos 20 anos.

Dois jogadores de Lavras do Sul (Carlos Kluwe e Alfeu Cachapuz Batista) fizeram parte do chamado "Rolo Compressor" do Inter, nos anos 1940/50, o que talvez explique a maior quantidade proporcional de torcedores apontada pela pesquisa do site citado anteriormente.

Em 1995, o Grêmio jogou um amistoso em Lavras do Sul, com boa parte dos titulares da época, vencendo no Estádio Municipal Adão Teixeira a seleção lavrense por 3 a 1.

Além de gremistas e colorados, podemos encontrar também, de forma mais recente, alguns torcedores do Corinthians na cidade.

O futebol local teve a realização, nas décadas de 1950 a 1980 e entre 2010 e 2013, do Campeonato Municipal de Futebol de Campo. Nos anos 50 e 60, Lavras do Sul tinha grandes equipes, como o Vasco da Gama, o Cruzeiro e o Grêmio Esportivo Lavrense. Mais recentemente, tivemos o TM Sports, Ughine, Bar do Vitor, Penharol, Vasco, Ibaré, São Sebastião e Taboleiro.

O futsal também tem equipes eficientes na cidade. A Game House, que fez uma pausa em suas atividades em março de 2016, conquistou títulos diversos em torneios realizados no Ginásio Municipal de Esportes Fernando Pellizzer Teixeira.

A maior vencedora de titulos em categorias diversas é a Sociedade Esportiva Independente. Fundada em 1985, tem equipes de futebol de campo, de areia e de futsal. Atualmente (maio/junho de 2016), disputa a Copa ABF, no Ginásio Militão, em Bagé.

Torneio Interblocos

Segundo o professor de Educação Física, Felipe Monteiro, numa entrevista concedida à Pepita FM, em fevereiro de 2009, o Torneio Interblocos pode ser considerada a "Copa do Mundo de Lavras".

Os principais blocos da cidade disputam um movimentado campeonato de Futebol de Areia, que atrai toda a população para o Camping Municipal, sempre no fim-de-semana anterior ao Carnaval. Com alegria, animação, música e até algumas rivalidades, mas tudo com harmonia e um clima pré-carnavalesco, o Interblocos é, sem dúvida, um grande festa do verão lavrense.

O Bloco Vira Lata foi o campeão nos dez primeiros anos de sua realização. Em 2008 e 2009, a vitória foi do Vae de Qualquer Geito (VG). Em 2010, o vencedor foi o Bloco Bloco. Em 2011, novamente o VG; em 2012, o Grupo dos Relaxados; em 2013, 2014 e 2015, o Bloco Baita Fogo; e, em 2016, o Bloco Vira Lata. Na versão feminina do Interblocos, de 2013 a 2015, o VG foi o bloco vencedor; em 2016, as vencedoras foram do Bloco Vira Lata.

Semana Farroupilha

A data mais tradicional do Rio Grande do Sul é bastante comemorada no Município. Ao longo da Semana Farroupilha, diversos eventos mobilizam os tradicionalistas e a população. Vestidos com os trajes típicos (bota, bombacha e vestido de prenda), sorvendo um mate amargo, comendo um churrasco e ao som de muita música gaúcha e nativista, os lavrenses se reúnem durante sete dias no Acampamento Farroupilha, instalado na Praça das Bandeiras, para celebrar as tradições e o orgulho de ser gaúcho.

Tradicionalmente, o Desfile Farroupilha se realiza na tarde do dia 20 de setembro, na Rua Dr. Pires Porto.

Chimarrão

Conhecido localmente como "mate", o chimarrão não pode faltar nas rodas de amigos; nas manhãs e finais de tarde; sendo consumido pelos funcionários dos estabelecimentos; enfim, nas mais diversas situações, a bebida típica do Rio Grande do Sul está sempre presente. Amarga e quente, une as pessoas e aumenta a integração, a hospitalidade e a união dos habitantes.

Periodicamente, nos finais de semana, são realizadas mateadas, grandes encontros onde dezenas de pessoas se reúnem para sorver um mate amargo, matar a sede da tradição e unir as pessoas. Geralmente, são realizadas na Praça das Bandeiras.

Culinária

Quem vai a Lavras se surpreende com a variada culinária e uma alimentação peculiar, que agrada a todos os paladares.

A carne de ovelha é bastante apreciada na cidade, em diversas formas: desde as mais comuns, como costela e espinhaço, até as raramente consumidas em boa parte do Estado, por exemplo o coração. Há também um grande consumo de gado, sendo aproveitadas as mais diversas partes do boi. A pesca é artesanal e realizada em açudes; muitos vão "para fora", ou seja, em açudes na zona rural, para fisgar peixes como tilápias e carpas, que depois são consumidos em jantares, principalmente na Sexta-Feira Santa.

Definitivamente, não é necessário explicar por que o churrasco é o prato mais tradicional em festas, encontros de amigos e no cotidiano dos lavrenses, tanto na zona rural, quanto na sede municipal.

As linguiças lavrenses, a base de porco e de gado, produzidas de forma artesanal e caseira, por fazendeiros locais (como Italo Brasil La-Rocca), ou por vários açougues (a mais famosa é a da Churrascaria Freitas) são de um sabor diferenciado e marcante.

Feijão mexido, arroz e saladas são acompanhamentos que não podem faltar nos almoços e jantas lavrenses.

No café da manhã e no lanche da tarde, os pães de padarias como a 3 Estrelas, a Pão de Mel e a São José, saborosos, fazem grande sucesso.

Para quem não resiste a gostosuras, há locais, como o Bar Central, as lancherias Garajão e Parada Lanches e o Telúrica Bar, entre outros, que preparam xis burguer's deliciosos e de um tamanho considerável.

O Telúrica Bar, além do xis, é famoso por suas pizzas, calzones (pizzas dobradas, fechadas e com recheio) e por seus pratos com nomes de pessoas famosas da cidade (sanduíches como Fafá e Waguinho). Oferece ainda pratos à la-carte, como o Frango à Majestik (sobrecoxa de frango desossada e frita, decorada com pêssegos, abacaxis, figos em calda e queijo e acompanhada de arroz, batata frita e salada de maionese). Em julho de 2008, o Telúrica Bar implantou um rodízio de pizzas aos sábados à noite.

Um elemento que jamais pode faltar no dia-a-dia dos lavrenses é o tradicional chimarrão (ou mate, como os nativos da cidade o chamam). O chimarrão é sagrado, sendo preparado todos os dias, para espantar o frio, manter a tradição e unir as pessoas em volta. É bastante comum o fato de os moradores oferecerem mate aos visitantes de suas casas, não importa a hora do dia; é mais uma demonstração da hospitalidade lavrenses e da interior gaúcho.

Na zona rural, há o chamado café campeiro, com pães, geléias, compotas e quitutes feitos dentro das estâncias, com uma sabor diferente e único. É uma gastronomia típica da região e oferecida nos hotéis-fazenda do município.

Nos mercados da cidade, há diversas marcas e tipos de produtos e mantimentos que atendem a todas as necessidades da população. Podemos encontrar, desde marcas consagradas até produtos com fabricação e venda tipicamente voltados para as cidades do interior. É o caso, por exemplo, das tubaínas (refrigerantes de marcas pouco conhecidas); em Lavras, a população consome consideravelmente estas bebidas, superando os refrigerantes diet, os quais não são vendidos em determinados estabelecimentos.

Não podemos esquecer de citar os tradicionais doces caseiros e quitutes, preparados por diversas donas-de-casa em suas próprias residências, e que são oferecidos por elas às visitas. Quando visitamos a casa de alguém em Lavras, e a dona da casa nos oferece delícias como ambrosia, pão caseiro, merengue, bolo, figada, marmelada, pastel, rapadura, torta de bolacha, pizza de sardinha, entre outras, é praticamente impossível recusar e resistir às tentações da culinária lavrense. Aliás, estas donas de casa oferecem esses quitutes de livre e espontânea vontade, para qualquer visita. Os que não aceitam as ofertas destas guloseimas, preparadas com tanto carinho e satisfação, correm o risco de deixar essas dedicadas cozinheiras desapontadas, além é claro de deixarem de experimentar deliciosas iguarias.


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FONTES: BLOG DO TURISMO e GUIA DE LAVRAS