Lavras do Sul localiza-se num ponto estratégico do Pampa Gaúcho, entre as áreas metropolitanas do leste gaúcho e o Mercosul. O município, fundado em 9 de maio de 1882 – emancipado de Caçapava do Sul -, possui, em 2024, segundo o IBGE, 7.204 habitantes, distribuídos em uma área de 2.601 km² e dois distritos (Sede e Ibaré).
Localizado no sudoeste do Rio Grande do Sul (Campanha Meridional) e numa das pontas da chamada “Serra do Sudeste”, a 320 km de Porto Alegre. Possui 2.601 km² de superfície, 7.204 habitantes (segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, para 2024). Foi emancipado politicamente de Caçapava do Sul, em 9 de maio de 1882.
Tem sete municípios vizinhos: Bagé, Dom Pedrito, São Gabriel, Santa Margarida do Sul, Vila Nova do Sul, São Sepé e Caçapava do Sul.
Localiza-se a 82 km de Bagé, 64 km de Caçapava do Sul, 180 km de Santa Maria e 320 km de Porto Alegre. De acordo com as coordenadas geográficas, situa-se na latitude de 30°48″41″S e longitude 53°54″02″O.
Divide-se em dois distritos: Sede (Primeiro Distrito), 1.281 km²; Ibaré (1.340 km²).
Lavras do Sul surgiu a partir de um acampamento mineiro que foi instalado junto ao Rio Camaquã, em que explorava as pepitas de ouro depositadas no meio do rio. A partir da descoberta do valioso mineral, colonização de diversas regiões, no final do século XVIII, formou-se um núcleo populacional (antes integrante das terras de Rio Pardo e Rio Grande, e depois de Caçapava do Sul). A lavra (palavra que significa mineração) dá origem ao nome do município, além do acréscimo “do Sul”, por já existir o município de Lavras, em Minas Gerais.
Em 9 de maio de 1882, tornou-se “Villa”, emancipando-se de Caçapava do Sul. Em 1939, foi elevada à categoria de cidade.
A mineração do ouro e a formação do território gaúcho (através das linhas dos Tratados de Madrid e Santo Ildefonso, surgidas pelas disputas entre em portugueses e espanhóis) ajudaram muito na formação do vasto território.
A colonização, oficialmente, iniciou-se em 1825, embora já haviam comunidades mineradoras antes desta data. Em 1847, Lavras é elevada à categoria de freguesia. Em 1882, com a emancipação, tornou-se vila, e em março de 1939, elevou-se à cidade.
Lavras do Sul tem, em seus 2.601 km², possui paisagens que varia entre campos planos e um pequeno planalto, com altitudes que vão de 99 metros (no extremo oeste, às margens do Rio Santa Maria – divisa com Dom Pedrito), a 469 metros (na porção norte, divisa com São Gabriel). A zona urbana (cidade) está a 277 m de altitude (algumas áreas do centro variam entre 300 e 380 metros acima do nível do mar).
O município está em um divisor natural de águas e terras, tendo, em sua porção leste, um planalto que foi bastante trabalhado pela erosão. Na parte oeste (onde se encontra o Ibaré), o relevo é mais plano. Em ambos os lados de Lavras do Sul, há bastante campos, com vegetação de gramíneas e arbustos.
A composição das terras e da vegetação gerou campos nativos para Lavras do Sul, com mais de 80% de seu território preservado, com solos propícios para a pecuária, atualmente uma das principais atividades econômicas lavrenses.
Exemplos de pontos geográficos de Lavras do Sul
Cerro Formoso
Cerro do Tigre
Cerro Branco
Cerro da Mantiqueira
Toca do Corvo
Rincão do Inferno (propriedade particular)
Serra do Acampamento
Serra do Jaguari
Serra do Ibaré
Serra do Taboleiro
Serra do Batovi
Coxilha do Jacques
Coxilha do Maricá
Marco Gaúcho das Águas
Curral de Pedras
Três tipos principais de vegetação (campos, mata subtropical e pântanos) são encontrados em Lavras do Sul. Há diversas espécies de plantas no município, como arbustos, gramíneas, aroeiras, cinamomos, ciprestes, araucárias, cactus entre outros.
Sobre a hidrografia de Lavras do Sul, o município situa-se em duas bacias hidrográficas (47% do território estão dentro da Bacia Hidrográfica do Rio Santa Maria e 53%, pertencem à Bacia Hidrográfica do Rio Camaquã). O divisor de águas está na região da Meia-Lua (o Marco Gaúcho das Águas, local erguido em 2004, que simboliza o encontro das águas dos três sistemas hidrográficos do Rio Grande do Sul, as bacias dos Uruguai, Atlântico Sudeste e Guaíba).
O arroio Camaquã das Lavras banha a sede (zona urbana) e deságua no Arroio do Hilário, que por sua vez, deságua no Rio Camaquã; já o arroio Jaguari banha o Ibaré (Segundo Distrito), desaguando no Rio Santa Maria. Os arroios integrantes das duas bacias tem trajetórias de suas águas correndo em lados opostos (contrários).
Alguns cursos d’água do território lavrense
Bacia do Camaquã:
Arroio Camaquã das Lavras
Arroio do Jacques
Arroio do Hilário
Arroio da Mantiqueira
Arroio Maricá
Arroio do Tigre
Arroio Imbicuí
Arroio da Cruz
Sanga da Matilde
Arroio Camaquã-Chico
Bacia do Rio Santa Maria:
Arroio Jaguari
Arroio Ivaró
Arroio Santo Antônio
Arroio Taquarembó
Sanga da Cachoeira
Arroio Salsinho
O clima de Lavras do Sul é subtropical úmido, com as quatro estações bem definidas e mais de 1.600 mm anuais de chuvas em média (embora sujeito a alguns períodos de seca).
A temperatura média do município durante o ano é de 18°C. No verão, pode chegar a 40°C e no inverno, a 0°C ou até menos. Ocorre, também, de 15 a 30 geadas, anualmente, além de um período mais frio entre maio e setembro.
O solo de Lavras do Sul tem formação em granítica, com superfície de rochas duras, muitas vezes de aspecto parecido com mármore.
Existem diversos tipos de rochas nos solos lavrenses, vários deles expostos na Lavras do Sul Mineração, empresa que promove estudos e extração mineral – uma das bases de formação do município.
Diversas rochas são encontradas em Lavras do Sul, como quartzos, granitos e mármores.
Vários cursos d”água de Lavras do Sul apresentam bancos de areia, formados por materiais vindos de outras rochas que se transformaram em areia (os chamados sedimentos).
A fauna de Lavras do Sul apresenta diversidade. Pelo menos 220 espécies de aves e pássaros foram avistadas no município. Há locais naturais na zona urbana, áreas verdes e parques (Parque de Exposições Olavo de Almeida Macedo, do Sindicato de Lavras do Sul; Camping Municipal Zeferino Teixeira – Praia do Paredão).
Há alguns problemas ambientais em Lavras do Sul, que requerem atenção de toda a comunidade, como, por exemplos, a necessidade de castração de cães, gatos e cavalos, a poluição em alguns pontos do arroio Camaquã das Lavras, lixo em locais indevidos, queimadas, necessidade de instalação de sistema de tratamento de esgotos e poluição sonora. Em 2025, já ocorrem mobilizações para a redução desses problemas, visando a melhoria da qualidade ambiental e de vida dos habitantes.
