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BLOG: O turismo no Pampa Gaúcho e suas possibilidades

Por: Murilo de Carvalho Góes, geógrafo, escritor e jornalista
Sou um grande apoiador e confiante no crescimento e fortalecimento da atividade turística da Região do Pampa Gaúcho. Muitos cidadãos dos municípios integrantes desconfiam dos potenciais turísticos locais. Mas, se bem analisarmos, o turismo da Região do Pampa começa a ganhar mais espaço e reforço, inclusive com divulgação em outras regiões (atrações como o recém inaugurado Trem do Pampa, em Sant’Ana do Livramento, e o Geoparque de Caçapava do Sul estão sendo apresentadas em outras regiões do Rio Grande do Sul e do Brasil).
Qualquer região turística tem suas qualidades e dificuldades. Estamos, como promotores, trade e cadeia produtiva do turismo ou observadores da atividade, cientes de que é uma missão que requer muito trabalho e em uma construção complexa para sua consolidação. A melhoria da rede de transportes – como a RSC-473 e seu necessário e urgente asfaltamento – o aperfeiçoamento da infraestrutura de comunicações, limpeza e segurança pública, energia elétrica e a aplicação de políticas públicas em turismo podem ser fundamentais.
Catalogar, diagnosticar as falhas, criar inventários, promover reuniões e observar modelos de planejamento e execução de eventos e empreendimentos turísticos, divulgar, sejam pela Internet, mídias eletrônicas ou junto às agências de viagens, são desafios que podem transformar a atividade turística uma fonte cada vez mais forte no Pampa Gaúcho.
Parece difícil para muitas pessoas acreditar no Turismo como uma grande atividade econômica do Pampa. Eu acredito. Pode levar ainda algum tempo, depende muito da mobilização, que cresceu muito nos últimos anos, nos catorze municípios integrantes (Aceguá, Alegrete Bagé, Caçapava do Sul, Candiota, Dom Pedrito, Hulha Negra, Lavras do Sul, Pedras Altas, Pinheiro Machado, Rosário do Sul, São Gabriel, Santa Margarida do Sul e Sant’Ana do Livramento). Respeito a opinião contrária. Mas, o turismo da Campanha / Pampa ainda pode surpreender. Já há uma significativa movimentação turística no Pampa, em especial após à pandemia de Covid-19, que motivou o turismo sustentável, interno e de valorização de novas características.
Portanto, tudo a seu tempo. Acredito que o Pampa Gaúcho terá, no turismo, mais uma fonte de renda e empregos para região. Superar as dificuldades pode acontecer em qualquer lugar. Promover o que há de bom, da mesma forma. E viva o turismo regional em nossas belas paisagens dos Pampas do sul do mundo.
BLOG: Capas da revista Lavras Rural
A revista Lavras Rural, publicada desde o início dos anos 2010 pelo Sindicato Rural de Lavras do Sul, em parceria com a editora futura.rs, de Porto Alegre, lançada anualmente no período das exposições-feira de primavera, mostra as potencialidades e as ações rurais do município. É distribuída gratuitamente, não só nas feiras, mas em estabelecimentos diversos da cidade.
Na sequência, as capas de algumas das edições da revista.
BLOG: Os 50 anos do Studio Bazar Palima

BLOG: Lavras do Sul no contexto das mudanças territoriais do RS no século XVIII

O território de Lavras do Sul foi estratégico para a demarcação das disputas pelas terras entre Portugal e Espanha, através de tratados de limites como os de Madri e de Santo Ildefonso, com linhas determinadas em documentos (exemplo: a linha do Tratado de Santo Ildefonso curiosamente faz uma curva sobre o território lavrense ,justamente sobre o distrito aurífero deste). E, juntamente com o Tratado de Madrid, unem-se justamente sobre Lavras do Sul, formando um vértice histórico. Pode, esta questão de encontro de tratados fronteiriços, ser um fator para a cultura aproximadas de Argentina e Uruguai, com elementos de influência lusitana e sotaque peculiar, permanente na marca dos lavrenses até os dias de hoje.
O sítio urbano de Lavras do Sul poderia ser estabelecido, pelos jesuítas, na Região do Segundo Distrito (Ibaré), através do Povoado de Santo Antônio, o Novo, que desapareceu por conta das Guerras Guaraníticas (e conflitos, como a Batalha do Jaguary, entre colonizadores e povos indígenas) e mudanças de limites dos territórios, ora de domínio espanhol, ora de domínio português.













