História

A partir de dados do IBGE Cidades, ao final do século XVIII, o trabalho dos bandeirantes Simões Pires e Brito Peixoto cada vez mais incursionava à barrancas do Rio Camaquã, informados, por parte de povos originários locais, da existência de jazidas de ouro.

Por volta de 1800, denominada inicialmente de Lavras, por conta da formação através da busca e extração do ouro (“lavras”), atraiu colonizadores de Portugal e Espanha. No início do século XIX, vieram estrangeiros que instalaram núcleos, com objetivo de explorar o solo.

Pertencente à Caçapava do Sul desde 1831, o núcleo populacional de Lavras apresentava aumento nos trabalhos de mineração. Aliado a este fato, a religião foi muito presente no município. Entre 1840 e 1860, surgiram os primeiros templos religiosos e casas de alvenaria –  providenciadas Antônio Lobo  (português) e Luciano Uriarte (aventureiro espanhol).

Marcante na época, o templo religioso passou a ser o centro de gravitação, pois além das religiosas, as atividades políticas do lugar ocorriam em seu interior (IBGE, 2026).

Na metade do século surge a necessidade de uma administração para o povoado então denominado Santo Antônio das Lavras. Para organizar a região na operação dos garimpos e diminuir a desordem, foi instalada, em 1850, a Primeira Câmara, que representava uma ordem constitucional da freguesia.

A freguesia de Santo Antônio das Lavras era dirigida por um Intendente, a quem cabia a superintendência dos negócios públicos, um Juiz de Paz, que legalizava os atos públicos e um Delegado de Polícia, a quem correspondia a ordem pública (IBGE, 2026).

Encerrada a Guerra do Paraguai, a mineração toma grande impulso com a chegada da Gold Mining Company, empresa inglesa de capital privado. Com isso, houve um progresso no povoado. A sede da empresa, embora atualmente em ruínas, é um marco simbólico da mineração no município.

Em 9 de maio de 1882, a Freguesia de Santo Antônio das Lavras emancipa-se de Caçapava do Sul, tornando o município apto a gerir seu desenvolvimento. Lavras do Sul foi elevada à categoria de Vila autônoma, de acordo a lei provincial nº 1364.

Entre 1900 e 1950, Lavras do Sul chegou a ter mais de 13.500 habitantes, por conta do auge da mineração do ouro e da instalação de um Regimento da Brigada Militar. Porém, a partir dos anos 1960, por conta de fatores como recessões econômicas, mecanização das lavouras, êxodo rural e migrações populacionais para estudo e trabalho em outras cidades, Lavras do Sul, assim como a maior parte dos municípios brasileiros, passou a ter dificuldades econômicas. Esforços não faltam para que Lavras do Sul volte a um período de prosperidade e progresso.

O Padroeiro Municipal, Santo Antônio das Lavras, surgiu através da lenda de que foi encontrada uma pepita de ouro no formato de Santo Antônio no leito do Arroio Camaquã das Lavras, daí consagrando-o como Padroeiro lavrense.

Em divisão territorial, estabelecida em 1º/7/1960, o município é constituído de dois distritos: Lavras do Sul e Ibaré. A denominação de Lavras para Lavras do Sul ocorreu através do decreto-lei estadual nº 720, de 29-12-1944.